Fruto de estudos sobre Teatro do Oprimido, o esquete traz um pouco do histórico de casos de violência contra mulher, numa performance de teatro jornal, nos mostra que vida real e ficção se perdem no tempo contando sempre a mesma história, desafiando leis e até mesmo o universo familiar. Amor, submissão, dor, um corpo, onde vamos chegar?
Concepção Cênica:
Baseado na linguagem do teatro do oprimido e, tendo como elemento unificador o teatro jornal, o qual há deslocamentos narrativos da ação dramática em torno de noticias de jornais referente a agressão contra a mulher. O espetáculo mostram dois atores que se desdobram para contar historias reais de mulheres que sofreram agressões de homens e paralelo uma estória de uma mulher que também viveu algo parecido.
O cenário será composto por elementos cênicos tais como jornais jogados no chão, levando o espectador a uma atmosfera que a mídia atualmente proporcionar os leitores e até mesmo os telespectadores uma imensa quantidade de informações jornalísticas, que acabam tirando do à atenção de noticias serias e levando o foco do leitor ou telespectador para outro ponto. Além disso, a o cenário será transformado em outros ambientes, tais como; a sala de uma sala estar de uma casa, uma delegacia, uma rua com os carros parados em um semáforo. Esses efeitos serão feitos com a luz e sons.
Outros elementos cênicos iram fazer parte dessa composição cênica, que serão a presença da cor vermelho como signo de amor, sedução, luxuria, tristeza, morte, dor e a flor que é tão linda, bela e singela, por trás dessa sutileza guarda espinhos capazes de ferir e por que não levar até mesmo a morte? Caneta e papel complementaram a composição de um ambiente hostil que é a delegacia.
O figurino terá uma cor creme, trazendo uma neutralidade e ao mesmo tempo dando foco aos outros elementos do figurino que terão a cor vermelha, serão um chalé e gravata.
Dessa forma, toda a concepção do espetáculo parte da intenção de gerar no espectador a necessidade de construir sentidos para as proposições lúdicas que se apresenta na construção das cenas a ser contada. A qualidade imagética do espetáculo é composta, essencialmente, pelo detalhamento minucioso dos figurinos e adereços. Neles, estarão transpostos elementos semânticos que provocam a localização e a situação das ações.
No campo musical iremos usar a musica “As rosas não falam” interpretada por Cartola, o qual levará para um ambiente agradável e propicio para uma dança de bolero.
O esquete Vermelho Carmim tem como principal função não levar apenas uma critica as hostilidades que as mulheres ainda hoje sofrem por seu parceiros, mais também trazer ao espectador essas histórias de forma lúdica e poética, por mais tristes que sejam.


